Gonçalo Júnior: Tex e história das HQ no Brasil

Roteirista de HQs e jornalista especializado na área, Gonçalo Junior é autor de clássicos instantâneos sobre a história das Histórias em Quadrinhos, caso de "Guerra dos Gibis", em que narra a transformação dos quadrinhos em negócio no Brasil. Em entrevista, Gonçalo Junior fala de seu novo livro, "O mocinho do Brasil", em que acompanha a trajetória editorial do caubói italiano Tex no país.


No livro, fica claro que você é daqueles apaixonados pelo personagem. No entanto, como jornalista e historiador dos quadrinhos no Brasil, quando você viu que Tex merecia (ou rendia) um livro?
Este livro é, na verdade, uma provocação minha à arrogância e à prepotência de muitos que se dizem conhecedores, estudiosos e especialistas em quadrinhos. Muitos desses caras não gostam da minha postura provocativa em relação à mediocridade que marca boa parte da pesquisa sobre gibis no país - pela sua pobreza temática e superficialidade. Assim, faço dessa obra mais uma cutucada ao preconceito que essas pessoas têm e que só reforçam a imagem ruim contra os gibis como forma de expressão, de comunicação e de arte. Essas pessoas são as mesmas que generalizam e dizem que mangá e Tex são subprodutos do mercado, criados para venda fácil (exploração comercial) e em larga escala. Na verdade, isso me estimulou a fazer a obra, pois, claro, eu sempre soube que Tex merecia um livro por muitas razões e não apenas uma. Passei toda a minha infância e adolescência (anos de 1970 e 1980) lendo o personagem, mais super-heróis, Disney, Maurício, Luluzinha, Riquinho, Spektro etc. E todos esses gêneros sempre conviveram harmoniosamente para mim, na minha cabeça. Tex é, antes de tudo, um fenômeno editorial no Brasil. E, como tal, merece ser estudado e melhor compreendido. Sem dúvida que tem uma fórmula que, graças à competência de seus editores italianos, consegue se manter interessante a um grande público. Ao mesmo tempo, traz elementos folhetinescos que sempre alimentaram a literatura de entretenimento, como acontece também com o mangá. Só que, em diferentes momentos, várias aventuras extrapolaram essa receita e se de stacaram como clássicos do faroeste - num nível tão marcante que se aproximam de grandes filmes, como os de Sérgio Leone e Jonh Ford, dois mestres do gênero que mais gosto. Existem muitas outras observações que justificam o livro e eu convido o leitor do seu jornal a conhecê-las melhor.

No livro, você tenta explicar a longevidade de Tex no Brasil a partir do perfil de seu leitor. No entanto, como explicar a renovação de público para aventuras de faroeste, que não encontram o mesmo espaço de antigamente na TV e no Cinema?
Creio que, ao voltar à minha descoberta de Tex na infância, consiga responder sua pergunta. Eu sempre gostei de faroeste, principalmente no cinema e na TV. E isso me levou a pegar um gibi para ler – Tex, no caso. Hoje, posso dizer que o gênero nunca esteve morto, embora as produções tenham diminuído (e dá sinais de retomada nos últimos anos). Por outro lado, nas últimas três décadas, graças ao VHS e a DVD, muitos filmes foram resgatados do limbo e, provavelmente pela influência de adultos ou da simples condição de telespectador curioso, novos públicos começaram a curtir bang-bang. Basta ver quanto sucesso fazem as produções com John Waine. Mas creio que o leitor de Tex é particular um pouco em relação a tudo isso: ele é fiel e se renova muito lentamente. Tanto que a revista não vende mais 150 mil por edição como nos anos de 1980. Vale ressaltar que faroeste lida com vários elementos que pegam firme no emocional de grandes platéias: aventura, drama, romance e senso de justiça. Isso não morre nunca, sempre vai atrair pessoas interessadas.

Na condição de leitor, como você avalia o momento presente do personagem?
O momento é dos mais curiosos tanto no Brasil quanto na Itália porque existem várias revistas em circulação e, à exceção da série original, que traz novos títulos, todos os outros apresentam exaustivamente republicação de histórias antigas. Isso se reflete na manutenção do personagem como bom produto de vendas. É possível ler três ou quatro fases ao longo de 50 anos ao mesmo tempo ou até escolher pela leitura de apenas as mais antigas. Isso dilui um pouco as críticas de repetição que se poderia fazer hoje. Acho que, de forma competente, o Grupo Bonelli tem conseguido investir na concepção dos roteiros, apesar de descambar, às vezes, para o terror e o sobrenatural. As histórias atuais continuam eficientes como leitura de entretenimento, mas não são mais marcantes e antológicas como nos tempos de Gian Luigi Bonelli, seu criador. É co mo dizer que Janete Clair continua imbatível como criadora de telenovelas. Desde a sua morte em 1983, não apareceu ninguém que soubesse explorar o emocional do público com dramalhões folhetinescos como ela.

Achei interessante seu discurso em favor de Tex como produção artística, denunciando os preconceitos contra o personagem. De onde vem esta visão negativa sobre o personagem?
Acho que respondi parte da pergunta acima. Tex costuma ser reduzido a algo menor, de qualidade inferior, muito porque leitores mais humildes formam seu público maior de consumidores. Seriam pessoas menos escolarizadas e, portanto, num nível abaixo de quem consome super-heróis e graphic novels. Puro preconceito de classes. Se os quadrinhos sofrem até hoje o preconceito como sub-leitura e entretenimento para crianças em fase escolar, herança da intolerância dos tempos da guerra fria, reagir ou ignorar Tex é como não levar em conta a importância que a telenovela tem no imaginário popular brasileiro. Nos dois casos, há um grande público consumidor importante em todos os sentidos e que merece respeito também em diferentes escalas e níveis. Quem estuda comunicação e seus fenômenos não pode ignorar isso, compreende? Mas é o que acontece. Hoje, isso mudou em relação à pornochanchada, que virou objeto de culto. Na época, porém, era execrado pelos jornais. Tex ainda espera essa visão. Bom, espero que entrevistas como esta levem essas pessoas a entenderem meu propósito, pois não sei se lerão o livro.

Até onde li, a bibliografia crítica sobre os quadrinhos, editada no Brasil, é pouca e fraca. Em "Uma introdução política aos quadrinhos" (1982), Moacy Cirne faz uma leitura marxista desta mídia, que é bastante agressiva com seu conteúdo de entretenimento. Você acha que estas leituras "anti-imperialistas" influenciaram negativamente o estudo dos quadrinhos no Brasil?
Sem dúvida que sim. E continua a fazê-lo, como também acontece com aqueles que têm como missão escrever a história do Brasil pós-Segunda Guerra Mundial. Não temos ainda o distanciamento crítico e a imparcialidade necessários para estudar a história e a produção cultural do país nesses seis décadas. Esse discurso ultrapassado de anti-imperialismo aparece até hoje na discussão pela reserva de mercado para o artista brasileiro. Sou contra isso, acho que não tem de haver paternalismo, que leva ao parasitismo e só destrói ainda mais o mercado. Creio que nossos artistas deveriam trabalhar mais, ler mais, tornar-se competitivo como em qualquer profissão. Você não ganha uma maratona de 42 quilômetros se correr apenas dois ou dez por dia. Mas, se correr 60, terá boas chances. No livro “Enciclopédia dos Quadrinhos” (Opera Graphica, 2006), eu comento e resenho perto de 700 obras com o propósito de mostrar que existe sim uma ampla bibliografia sobre os quadrinhos, mas pouca coisa de realmente relevante.

Você é um dos poucos autores que tem se dedicado a contar a história dos quadrinhos no Brasil. Porque a contribuição da academia, neste sentido, ainda é tão tímida?
Primeiro, porque a academia passou década desprezando os gibis como produto de comunicação de massa. Até mesmo nas críticas implacáveis à chamada Indústria Cultural (pela Escola de Frankfurt) detonam a TV e o cinema, mas ignora-se os quadrinhos. De modo geral, a pesquisa de quadrinhos na academia ainda engatinha e o que tem saído começa a melhorar. Mas ninguém quer ainda adentrar na história, fazer uma investigação sobre fenômenos do passado. E falta senso crítico. Essa onda de adaptações literárias, por exemplo, tem sido tratada de modo equivocado até mesmo pelos pretensos críticos, que acolhem tudo sem qualquer juízo de valor e apenas aplaudem os editores. Ora, pelamordedeus, nós temos pouquíssimos editores de livros no Brasil no sentido literal do termo. A maioria é comerciante, para não usar termos mais fortes como mercenário e gigolô. De modo geral, são de uma mediocridade sem tamanho. Eles não lêem livros, nem mesmo o que publicam, apenas vão na onda do mercado. “Ah, Crepúsculo está vendendo? Do que se trata mesmo? Vampiros? Ah, vampiros. Vamos publicar vampiros. Quem tem livros de vampiros?” Esses caras estão publicando quadrinhos porque querem empurrar qualquer porcaria nos programas de compra de livros do Governo Federal, dos estados e dos municípios. É só isso. Que futuro podemos vislumbrar com isso? Ampliação de mercado? E você acha que esses editores pensam nisso? Outra questão: sem uma leitura crítica do que está sendo feito (quantas adaptações existem mesmo de O alienista? 150? 500? 900?) nossos artistas poderão evoluir?

Serviço: "O Mocinho do Brasil - A história de um fenômeno editorial chamado Tex" (Editora Laços, 2009, 208 páginas, R$ 39,90), do jornalista Gonçalo Junior

Revista aposta em quadrinhos nacionais


Editada no Ceará, a revista Quadrix reúne autores do quadrinho nacional. Fred Macêdo, da Oficina de Quadrinhos da UFC, é um dos participantes do primeiro número



A vida nunca foi fácil para os quadrinhos brasileiros. Com editoras mais interessadas nos já bem sucedidos produtos da indústria norte-americana (e agora, também, da japonesa), quase sempre foram os próprios artistas que meteram a mão na massa, para conseguir imprimir seus trabalhos, divulgá-los e distribuí-los. Verdade seja dita, nem sempre os que superam todas essas dificuldades possuem um primor de qualidade (roteiros pífios e desenhos ruins são os mais graves e, infelizmente, os mais frequentes problemas). "Quadrix - Aventura e Ficção", novo título dedicado à produção nacional, não faz parte dessa triste estatística. O novo título já integra a minoria de títulos que faz valer tanto esforço.
"Quadrix" ainda traz outra boa surpresa: a de ser editada aqui no Ceará, terra de bons desenhistas de HQs, mas de um mercado editorial contraditoriamente inóspito. O primeiro número da revista foi lançado este mês, na Gibiteca da Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira (Fortaleza/CE), com a presença de artistas das equipes criativas das histórias publicadas. São cinco produções, "Kwi-Uktena" e "Evolution", de Wilson Vieira e Fred Macêdo (Oficina de Quadrinhos/UFC); "A Guerra", de Maurício Santoro, Jader Correa e Matias Streb; "Cooking Up", de Jonas Ferreira; e "Bravo Jan", de Anilton Freires e Alex Magnos. No lançamento, hoje à tarde, haverá um bate-papo com o quadrinhista Fred Macêdo, autor dos desenhos de duas histórias da revista, e os também quadrinhistas Felipe Lima e Ramon Cavalcante, que colaboraram para esta primeira edição.
O lançamento de Quadrix confirma um ano bom para o quadrinho cearense, já prenunciado pela realização da Monstra Comix, exposição de quadrinhos independentes organizada pelo coletivo ARTZ, no Sobrado Dr. José Lourenço, em pleno Centro da cidade. A Monstra, que começou em 2008 e adentrou 2009, agora faz parte da programação da Casa Cor 2009. Foi também este ano a inauguração da Gibiteca Municipal de Fortaleza, espaço dedicado aos quadrinhos que reforça sua atuação com programações semanais, sempre aos sábados. E, no campo das publicações, tivemos o lançamento do primeiro número de "Comando V", título sobre o grupo de super-heróis homônimo, engendrado pela dupla J.J. Marreiro e Allan Goldman.
"Quadrix" sai com uma tiragem inicial considerável, de cinco mil exemplares. A revista é dedicada à publicação de quadrinhos nacionais nos gêneros de Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção-Científica, Terror, Policial, Mistério, Espada e Magia. O idealizador do projeto é o editor Alex Magnos, que viu aí a saída para o problema de publicar seu próprio material. Uma história comum a de muitas outras não apenas do mercado editorial, mas de outros segmentos artísticos em várias partes do planeta.
"Gosto de muita coisa, leio pra caramba e costumava desenhar, mas descobri que meu universo era mesmo escrever", conta. Unindo a prática de desenho à vontade de escrever, Magnos, então, passou a produzir roteiros de histórias em quadrinhos, chegando a lançar algumas histórias independentes. Mas o embrião de "Quadrix" só surgiria em 2002, quando ele editou uma história própria: "Bravo Jan", republicada na nova revista com alterações.
O empurrão que faltava para a publicação cearense foi o contato com Wilson Vieira (SP), quadrinhista veterano com experiência no exigente mercado italiano. Hoje, Wilson se dedica exclusivamente à produção de roteiros, mais uma demonstração do avanço do mercado editorial da linguagem em todo o País. Para Alex Magno, ele enviou duas histórias ilustradas pelo quadrinhista cearense Fred Macêdo - o faroeste de terror "Kwi-Uktena" e a ficção-científica "Evolution". "Li as histórias e achei demais. O Wilson tem um trabalho bem interessante, e o traço do Fred é maravilhoso. Resolvi publicar", conta Alex Magno. Para isso, o editor não foi atrás de parceiros ou apoio do poder público. "Eu já levei muitos baques, então sou meio desconfiado em relação ao apoios", explica.
Segundo ele, a editora Quadrix deve intensificar suas ações em 2010. "Já tenho material para publicar seis edições da Quadrix", afirma Magnos, que recebe material de interessados em publicar na revista. No próximo ano, ele ainda pretende lançar um segundo título regular. "Vai se chamar ´Sertão Selvagem´, e vamos publicar trabalhos sobre o sertão brasileiro", revela. Há ainda projetos de lançamentos de graphic novels, produzidas pelo próprio Alex Magnos e autores de fora do estado, caso do paraense Joe Bennett, artista que trabalha para o mercado norte-americano e já desenhou títulos como "Hulk", "Homem-Aranha" e "Capitão América".


Serviço: Quadrix - nº1 (R$5, 48 páginas). Contato: contato@editoraquadrix.com.br. A editora recebe material de interessados em publicar. e-mail: comics@editoraquadrix.com.br



* Este texto é uma adaptação da matéria "Para o alto e avante", publicada em 07/11/2009, no jornal Diário do Nordeste.

Universo Bonelli ganha publicação especializada


Os fãs dos quadrinhos do editor italiano Sergio Bonelli ganham revista TexBR. O quadrinhista cearense Fred Macêdo participa da primeira edição com uma história que mistura bang-bang e terror


A participação do consumidor, em interação com as produções da mídia mainstream, é apontada como uma das marcas distintivas deste tempo em que a internet parece o centro de toda cultura pop. O discurso é impreciso: a história da participação criativa dos fãs de produções e artistas da cultura pop é longa. Nos anos 20, já existiam publicações independentes e artesanais de ficção-científica, produzidas por admiradores da literatura pulp; nos quadrinhos, é famoso o caso de Joe Shuster e Jerry Siegel, criadores do Superman, que conceberam o personagem quando ainda produziam fanzines artesanais.
A internet facilitou a vida desses admiradores que não se contentam em apenas receber os produtos de que tanto gostam. No entanto, o velho formato impresso é uma tradição que não se perdeu no meio dos quadrinhos. Exemplo disso é a revista TexBR, publicada pelo portal TexBR, editada pelo texmaníaco Gervásio Santana de Freitas, no Rio Grande do Sul (onde mantém uma gibiteria homônima).
A revista, especializada em quadrinhos Bonelli (produções italianas das quais o caubói Tex é o exemplar mais famoso) e afins (uma gama vasta gêneros: faroeste, terror, ficção-científica, histórias policiais). Além de matérias e notícias sobre este segmento dos quadrinhos, a revista traz três HQs originais.
A revista será lançada em Fortaleza às 16 horas de hoje, na Gibiteca de Fortaleza. O lançamento é promovido pelo quadrinhista cearense Fred Macêdo (na foto, ao lado de seu parceiro Wilson Vieira), um dos colaboradores da primeira edição. "É muito gratificante quando você gosta muito de uma coisa e tem a oportunidade de fazer uma coisa que, de alguma forma, ajuda a construir aquilo", comenta Fred Macêdo. O artista desenhou, para a primeira edição da revista, "O Ceifeiro", história de faroeste com elementos de terror, como roteiro do veterano Wilson Vieira (ele mesmo um profissional que tem no currículo passagens pelo exigente mercado italiano).
Estrada tortuosa
Para Fred Macêdo, publicar em TexBR é mais do que encontrar espaço para sua produção autoral. A participação é significativa por ser ele também um admirador das histórias do ranger Tex Willer, criação da dupla Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini; e do universo do faroeste como um todo.
A paixão por Tex é antiga e não permitiu que o primeiro encontro de Fred Macêdo com o caubói lhe sumisse da memória. Foi em 1982. "Sempre fui apaixonado por faroeste. Meus pais tinham ido ao supermercado e me trouxeram a primeira edição do Tex que saiu pela editora Vecchi, o número dela era 140. O nome da história era ´Tucson!´, desenhada pelo Guglielmo Leterri, que é até um desenhista bastante criticado, por ter o trabalho meio rígido, por gostar de repetir uns quadros", reconstitui Macêdo. O quadrinhista lembra do forte impacto que teve ao ver a capa da edição, em que Tex Willer é visto numa rua deserta, de dentro de um bar com as janelas quebradas.
"A partir dali, comecei a comprar periodicamente as revistas do Tex", relembra. A coleção aumentou, com ela a paixão pelas histórias no ambiente inóspito e violento do Velho Oeste, e pelas histórias em quadrinhos, que Fred Macêdo já rabiscava. "Deixei de colecionar mais ou menos em 1990. Eu era louco para ser desenhista de quadrinhos, mas não via perspectiva nessa área. Aí fui fazer engenharia, depois comecei a trabalhar com seguros, e só desenhava ocasionalmente, sem fazer estudos, essas coisas", explica.
Macêdo passou cerca de 15 anos afastado da produção de quadrinhos. "Não sabia armazenar direito o material, como hoje, em que coloco cada revista num saquinho, num canto arejado. Daquela coleção muita coisa mofou, se estragou, e perdi cerca de 80% dela. Mas a gente aprende com isto", lamenta.
Fred Macêdo mergulhou de vez nos quadrinhos há 5 anos, quando entrou para a Oficina de Quadrinhos da UFC, projeto de extensão da universidade que oferece cursos gratuitos para quadrinhistas. De lá não saiu e já no segundo semestre de 2004, passou a integrar a equipe de monitores. O reencontro foi poderoso e intensificou a paixão do artista pela arte sequencial. Atualmente, Macêdo não trabalha mais com seguros, para se dedicar exclusivamente às HQs, seja desenhando ou ministrando curso particulares.
Nesse meio tempo, Fred Macêdo coleciona boas marcas, tendo publicado em revistas como a Quadrix, o célebre zine Manicomics, além de títulos impressos e sites na Argentina, em Portugal e na Itália.

Serviço: TexBR - nº1(R$7, 54 páginas, editada pelo Portal TexBR)
* Este texto é uma adaptação da matéria "Na caravana de Tex", publicada em 14/11/2009, no jornal Diário do Nordeste.

Comando V na gibiteca



J.J. Marreiro e Allan Goldman lançaram, hoje, 26 de setembro, na Gibiteca de Fortaleza, a revista Comando V, pela Editora Júpiter 2. Allan Goldman, vale lembrar, já desenhou personagens como Superman e Liga da Justiça para a DC Comics.

É a história de um grupo de super-heróis brasileiros, financiado pelo governo, que é alvo de perseguição e crítica por parte da mídia e partidos de oposição. E, em meio a conflitos políticos e problemas de convivência, a equipe precisa proteger a população de uma grande ameaça envolvendo poderes especiais.

Tá legal, pode até parecer bem clichê, mas quem leu, como Gustavo Vícola, do site Soc Tum Pow (http://revistaogrito.com/soc/2009/09/17/comando-v/) garante que é totalmente desprovida de diálogos forçados, cenas de pin-up e personagens clichês. Já comprei a minha e devo ler ainda hoje. Mas pelo que folheei, recomendo para leitores que curtem o gênero super-herói - músculos, colãs, super poderes, vilões nazistas...

Quem quiser conferir detalhes, pode visitar o site do projeto (http://www.vcomando.blogspot.com/).

Livro destaca obra de J. Carlos n'O Tico-Tico


Além de revoltar a população com um rosário de picaretagens (e com a presença do nepotista e bigodudo José Sarney), o Senado costuma contribuir para a memórias dos quadrinhos. Tempos atrás, lançaram um álbum obrigatório, dedicado à obra do pioneiro das HQs no país, o ítalo-brasileiros Angelo Agostini. Agora é a vez de J. Carlos (1884-1950), desenhista de mão cheia e uma das figuras centrais de O Tico-Tico. Em "Memórias d'O Tico-Tico", forma compilados desenhos e histórias produzidas para a revista. Ainda que não fosse inteiramente dedicada aos quadrinhos, O Tico-Tico foi a primeira grande publicação brasileira a dar espaço ao gênero. Criada em 1905, ela só desapareceu de vez na década de 1960.

Primeira aula da oficina, turma 2009.2

A data de nossa primeira aula é a mesma do post abaixo, sábado, 5 de setembro.

Local: Sala de Audiovisual do curso de Comunicação Social - av. da Universidade, 2.762 - 2. andar (é no mesmo quarteirão onde vocês fizeram as provas, só que noutro prédio). Não se preocupem, que estaremos lá no térreo esperando vocês.

Parabéns a todos que passaram e aos que, por força da quantidade limitada de vagas, ficaram de fora.

Relação de aprovados da Oficina - 2009.2

Saiu a relação dos classificados para a turma 2009.2 da Oficina de Quadrinhos. Abaixo, a lista completa:

Ana Jéssica de Oliveira Batista
Ana Luiza Freire Duarte L. de Melo
Antonio César Pereira Alves
Beatriz Costa Ribeiro
Edilson Bernardo de Sousa
Emilson Pamplona Rodrigues de Castro
Fernanda Alves da Silva
Francisco das Chagas Lima Catunda
Francisco Miguel Carneiro da Silva
Frederico Elias Alves dos Santos
Gabriel Soares de Sousa
Gustavo Henrique da Silva Pereira
Jackson Carneiro da Silva
Jaderson Torres Marques
José Henrique Brandão Neto
Lucas Oliveira Ramos da Silva
Maciel Alves da Costa Cavalcante
Michael Alex Souza de Aquino
Pedro Paulo de M.
Raoni Fellipe Rodrigues Sabóia
Samuel Marques Carneiro
Saul Araújo
Tatyanne Yukie Vasconcelos Chofi
Tiago Borges de Araújo
Whesley Nascimento
Yana Crys A. Kissa Medeiros
Yuri Rafael de Oliveira

A primeira aula da Oficina será neste sábado, 5 de setembro, em local a ser divulgado em breve.

Oficinas gratuitas de desenho

O NAAH/S (Núcleo de Apoio a Altas Habilidades/ Superdotação) do Ceará oferecerá, gratuitamente, oficinas de desenho.

As oficinas se destinam a alunos do ensino fundamental II e do ensino médio. Preferencialmente, os da rede pública de ensino.

As inscrições serão realizadas a partir do dia 19 até 26 de agosto, no Instituto de Educação do Ceará (Rua Graciliano Ramos, 52, Bairro de Fátima).

Os interessados, ao chegar ao instituto, deverão procurar o núcleo de altas habilidades.

No ato da inscrição, terão de optar pelo horário da manhã ou da tarde. Haverá um encontro por semana. As oficinas da tarde acontecerão às segundas, de 14:00 às 16:00. Pela manhã os encontros serão às terças, de 8:00 às 10:00.

Haverá um limite de vinte vagas para cada turno.

As atividades terão início em setembro e término em outubro.

Exame de Seleção 2009.2 - dia 22 de agosto

Aviso a todos os inscritos no Exame de Seleção do semestre 2009.2 da Oficina de Quadrinhos:

O exame acontecerá AMANHÃ, dia 22 de agosto, das 9 horas da manhã ao meio-dia, no CH2 da UFC (no mesmo campus onde as inscrições aconteceram).


Levem o comprovante de inscrição e documento de identificação, e para a prova tenham em mãos material básico de desenho (lápis, borracha, caneta, etc). Cheguem cedo para não perderem as orientações!

Informações: Rafael Salvador
85 8701 6361
twitter: rafasalva

Cartunista premiado



Cival Einstein, cearense de Fortaleza, é
ilustrador, cartunista, caricaturista e
quadrinista autodidata e ex-aluno da
Oficina de Quadrinhos. O cara tem
mandado seus trabalhos para diversos
salões de humor mundo afora, tendo
suas ilustrações geniais incluídas em
diversos catálogos e expostas em galerias.
O trabalho acima foi premiado 2º lugar na
III Competição Internacional de Cartuns
e Tiras, de Paracin, na Sérvia, o "KIKS
ZIKISON 2008". Abaixo, caricatura exposta
na 23ª Feira do Livro de Bogotá.